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Minha Crônica - Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter . . .

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Tô aqui pensando em alguma coisa, um fato novo que me inspire nesta noite de quarta feira. De repente me vem à memória um trecho de certa música, um desses pops brasileiros que, de certa forma, mal dei atenção quando foi lançado. Inicialmente, nem vou me dar ao trabalho de procurar na internet algum site que traga a letra, na íntegra, porque, o que mais importa é o que realmente possa me inspirar agora, neste instante. Dois versos, muito metaforicamente, diziam "um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão"e "sem querer eles me deram as chaves que abrem esta prisão...". Na época em que esta música pipocou pelas FMs eu estava entrando na adolescência por tanto me achando maduro. Mas não maduro o suficiente para entender que aquela frase estava me convidando ao novo, de novo! A uma possível mudança radical da visão do que é viver. Eu era um rapaz que tentava ser livre nos meus 13 anos. Sonhava uma vida capaz de fundamentar minhas atitudes em ações que fosse...

Se atreva a Ler

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Que a força do medo que tenho, não me impeça de ver o que eu sei. Que a morte de tudo que acredito, não me tape os ouvidos e a boca, Por que metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, mesmo que haja tristeza. Que o homem que eu amo seja sempre amado, mesmo distante de mim, Por que metade de mim é a partida, e a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, nem repetidas com fervor...apenas respeitadas! Como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos. Por que metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que eu calo. Que essa tensão que me corrói por dentro, seja um dia recompensado, Por que metade de mim é o que eu penso, e a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste... Que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso que eu me lembre de ter dado na infância, Por que metade de mim é a lembrança do que fui...a outra metade...e...

Bateu Saudade

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Hoje acordei com vontade de conversar com você, Eu não me dou chance de sofrer Mas você conseguiu ser minha ferida Conseguiu o lugar de destaque em meus pesamentos. Talvez não do modo que você queria... Como fica dificil te dizer bom dia e não ter resposta Como me dói olhar no telefone e saber que não há Ninguem para atender o meu chamado Então tento fechar os meus olhos E visualizar o seu rosto... Às vezes as imagens se atropelam... Se contorcem...dai me lembro do que não quero lembrar... Será que no fim você soube realmente que gostei de você? Às vezes me sinto culpado Achando que de repente eu poderia ter evitado Que talvez, eu pudesse ter feito a diferença Estou tentando me adaptar Estou ainda tentando entender Mas prometi que não iria chorar Não iria reclamar, pois eu tinha escolhido assim. Só me entenda...que eu tenho saudade. E sinto a sua falta... Hoje eu realmente acordei com vontade de conversar com você Obrigada por me ouvir Deu vontade de escrever ...

Você não vale a pena - Maria Rita é foda!!!!

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Ficou difícil Tudo aquilo, nada disso Sobrou meu velho vício de sonhar Pular de precipício em precipício Ossos do ofício Pagar pra ver o invisível E depois enxergar Que é uma pena Mas você não vale a pena Não vale uma fisgada dessa dor Não cabe como rima de um poema De tão pequena Mas vai e vem e envenena E me condena ao rancor De repente, cai o nível E eu me sinto um imbecil Repetindo, repetindo, repetindo Como num disco riscado O velho texto batido Dos amantes mal-amadas Dos amores mal-vividos E o terror de ser deixado Cutucando, relembrando, reabrindo A mesma velha ferida E é pra não ter recaída Que não me deixo esquecer Que é uma pena Mas você não vale a pena

Sonho de uma noite sem fim

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Consultório: “Então, seus sonhos são menos freqüentes agora?” “Sim, doutor, são.” “O que apareceu no lugar deles? No lugar da sua obsessão?” Não gostava de ser descrito como alguém obsessivo, mas com os anos de experiência em terapia, havia me acostumado. “Apareceu uma imagem.” O doutor se endireitou na cadeira, sua barbicha denunciadora de anos psicanalíticos, foi coçada intelectualmente, como uma imagem cômica de internet, um GIF. “Uma imagem? Poderia me descrever essa imagem?” “Uma borboleta.” As sobrancelhas desenharam uma interrogação. O ar de decepção ficou evidente. “Uma borboleta? Hum... E o que essa borboleta fazia?” O que as borboletas fazem, doutor? Elas voam! “Voavam.” Um silêncio constrangedor. “Vamos, eu sei que você pode me dar mais detalhes dessa borboleta.” Poderia. “Tudo estava branco, e no centro da brancura aparecia uma borboleta, ela batia as asas com suavidade, e até entrar corretamente no meu foco de visão, voava num mesmo ponto. Após isso, zigu...

Poeta ? quem ? eu? Kkkk . . .

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Eu não sou poeta. Os versos não rimam, o tema não se ajeita A cara das estrofes se descompassam, e a incoerência só aumenta O ponto que me pega, desloco para o lado. E a vígula, Ingênua Sentido, sem sentido? Só me atormenta! O lance de paralelismo nunca funciona E aquele verso com “vida”, “desânimo”, e “ignorância” De tudo e nada, me vale o anagrama! Empaco no meio, o que faço com o “arrebol”? Troco, transformo? O que mais me resta?! Tentei de tudo, mas nada me completa A coesão, soturna, é a única que me sobra Mas o que faz o poeta não é sua rigidez Nem sua regência É o cúmulo de tudo isso, transfigurado Hum, não entendeu? Então vamos deixar de lado, Porque de poema em poema A poesia não se inventa Mas de poeta, a poesia sempre se completa!

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O frio me faz lembrar antigos amores. Aquecimento dos corpos. Eu não tive muitas namoradas, ou o que poderia se chamar de namoradas. O que tive foram amores de momento, aqueles momentos que você precisa estar com alguém, seja esse alguém quem for... Mas me apaixonei, mais do que devia. Ofereci, também, mais do que tinha, e até mesmo recebi mais do que merecia... São jogos, todos os amores. Jogar. Talvez se eu simplificasse a vida em uma rodada de black jack, fosse capaz de compreender melhor a minha própria história. A excitação do erro, o pesar da vitória, uma virada de mestre. E a banca sempre ganha!